Ele era um louco que não fazia ideia que ela era apaixonada por loucos.
Essa garota gostava de falar e escrever o que bem entendia. E o que não entendia também. Amor, amizade, vida, futuro e o INFINITO. Buscava as respostas nas páginas dos livros, costumo dizer que ela vivia perdida no mundo que criou antes de dormir. Puro drama. Mas eu , que me identifico muito com drama digo que isso é sentir e assumir ser um pequena gotinha de medo nesse imenso mundo.
O garoto pelo que sei, ainda não sabia lidar com monte de coisa, ou melhor dizendo não sabia lidar com o passado. Havia deixado uma lista abandonada na gaveta de seu criado mudo. Uma folha de caderno, poucas palavras, em ordem, um nome.
Em uma noite, em um desses encontros não marcados eles se beijaram. Uma, duas, três, quatro, inúmeras vezes. Tudo parecia tão simples, coisa de milímetros entre as duas bocas. Ele tinha duvida, não sabia do que tinha certeza. Ela por sua vez não se importava, vivia.
Depois as coisas entre eles ficaram bagunçadas. Indiretas foram escritas naquela folha de caderno que agora estava sobre a mesa. Ele apagou a luz. Estava ali, só ele não queria ver. Talvez ele não queria machuca-la. Não queria perder a amiga, não queria vê-la sofrendo pra sempre, por um louco. Ele se tornou a vitima e o vilão ao mesmo tempo.
Quanto tempo ainda tinha que esperar ? Ela queria saber.
Ele não deu resposta. Nada disse.
Então digo eu.
Não existe resposta, não existe tempo. Existe um pôr do sol, um dia apos o outro.
Gosto do garoto e admiro aquela garota. Desejo que eles não busquem mais respostas, que vivam como amigos, amantes. Como almas que se completam. Dia sim, dia não, quando der.
Enquanto valer a pena.
Tainá Montenegro.
